Porque eu não faço mais parte dos grupos de mães no facebook

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Porque decidi que não faria mais parte dos grupos de mães no facebook

Quem não conhece aquele famoso provérbio africano que diz: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.”? Que eu concordo plenamente, afinal criar e educar um filho diria que é a tarefa mais difícil do mundo, e sozinha essa jornada pode ser ainda mais cansativa e estressante.

Por isso quando Clara nasceu, me sentindo muito sozinha durante o dia, procurei em grupos de mães no facebook uma rede de apoio, onde pudesse desabafar, colocar minhas dúvidas e compartilhar os meus medos e culpas. No início me senti tremendamente acolhida, como mãe de primeira viagem, mais observava do que postava, não tinha muitas experiências para compartilhar, então aprendia muito com minhas companheiras de grupo. Naquela época o facebook estava começando a se popularizar, então os grupos maternos ainda eram pequenos e muito mais acolhedores do que são nos dias de hoje.

Porém já faz alguns anos que tenho notado o crescimento descontrolado de muitos grupos maternos no facebook, onde não importa a privacidade das participantes e nem o acolhimento entre mães, mas ao contrário, os grupos de mães no facebook se tornaram uma sala de julgamentos materno. Onde cada mãe se sente melhor que a outra, e em vez de orientar, se sente na obrigação de criticar e tacar logo 20 pedras na companheira que não segue as mesmas escolhas feitas por ela.

Eu as chamaria (com excessão de algumas é claro) de: as mães perfeitas das redes sociais.

Já reparou que quando uma mãe posta algo – mesmo que seja a foto mais simples do universo – em um grupo do facebook ela vai receber críticas? Quando as mães desabafam falando da loucura que é maternar, contando como estão perdidas os grupos vão a loucura, e em vez de receber abraços ela recebe pedras e recomendações para que procure um psicólogo com urgência.

É muito fácil ser mãe no facebook, seu filho de 5 anos nunca comeu doces e sequer sente vontade ou pede, seu parto foi totalmente natural, na água e pra completar o seu bebê nasceu empelicado. Seu filho come todas as verduras oferecidas pra ele, e você amamentou até os 4 anos do pequeno.

Você não se sentiu maluca em nenhum momento, você não sentiu dor no parto, não chorou escondida com medo de estar fazendo tudo errado, você nunca deu uma besteirinha sequer para seu filho, ele não é de fazer birra porque vocês sempre conversam e explicam tudo,  e você nunca, entendeu, nunca grita.

Você conhece alguém assim? Calma, que não é pura e mera coincidência, as mães dos grupos do facebook dizem que essa é a realidade materna delas. E por essas e outras, hoje eu não faço mais parte de grupos de mães no facebook.

Claro que é meio impossível sair deles, pois tem sempre alguém te adicionando, mas não interajo, não comento, não divido, não faço mais parte e não leio, meu perfil está ali, mas a Débora, mãe da Clara do Caio e da Olívia, não está. Ela está no mundo real, vivendo sua louca vida real como mãe de três, sendo imperfeita, porque perfeição mesmo, a gente só encontra nas redes sociais!

A resposta para o título deste post é: “porque estou cansada de ser julgada pela mãe que sou“. Prefiro ser abraçada e acolhida por outras mães que lá no fundo sabem, que perfeição, não existe nem na casa da mãe Joana.

E se você pode esta pensando: “nossa mais isso é pura inveja”. Eu te respondo: “sim, sinto certa invejinha dessas mães tão perfeitas, porque lá no fundo eu gostaria de ser assim “perfeita” em tudo.” Quem não gostaria não é mesmo?

Beijos

{Gostaria de fazer uma ressalva aqui, de um grupo de mães maravilhoso do qual participei – na verdade ainda participo – mas que hoje, já não é mais ativo. Esse grupo em nada se assemelha às ideias aqui postadas!}

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Author: Débora Nunes

idealizadora do amaecoruja.com, 31 anos, mãe da Clara, do Caio, e da Olívia! Entusiasta da maternidade real acredita que toda mãe deve se dedicar aos seus filhos sem deixar seus demais papéis (mulher, profissional, esposa, amiga, filha…) de lado.

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2 Comments

  1. Eu tive de me desfazer do meu com mais de 29k de mães pois chegou num grau que tava me fazendo mal. É cada coisa, cada absurdo e falta de respeito que aparece que não aguentei! Tirei muitas amizades deles obvio isso não nego mas consegui trazer essas amizades para fora desses grupos!

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    • Jaque tenho muitas amizades de grupos que participei no facebook, e até hoje temos contato e trocamos presentes em épocas festivas. Mas infelizmente os grupos do facebook hoje em dia estão descontrolados. É triste de ver e complicado participar.
      Beijos e obrigada pela colaboração. 🙂

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