Colestase Obstétrica- O que é? Pode causar a morte do bebê?

 

COLESTASE GRAVÍDICA - COLESTASE DA GRAVIDEZ - COLESTASE OBSTÉTRICA

Colestase Obstétrica, também conhecida como Colestase Gravídica pode causar a morte do bebê? Saiba o que é, como diagnosticar, e como tratar.

Existem algumas condições na gestação que não são muito faladas nas mídias ou redes sociais, doenças que as mulheres sabem muito pouco (ou talvez nada) e que a falta de informação pode gerar muitas dúvidas nas gravidinhas!

Não tem problema, a intenção do Dr. Bruno Jacob aqui no A mãe Coruja é levar o máximo de informações para vocês. Por isso hoje o assunto é colestase gravídica ou colestase obstétrica!

O que é essa tal colestase da gravidez?

Colestase gravídica é uma doença hepática específica da gestação, que aparece no final do 2º trimestre, e causa repercussões maternas e fetais que variam de moderadas até muito graves. Quando há colestase, o fluxo de bile para o intestino é reduzido, e a bile se acumula no sangue.

Os principais sintomas são sentidos na pele, que se inicia com coceira e icterícia, além de:

  • Insônia
  • Fadiga
  • Anorexia
  • Mal estar
  • Fezes claras
  • Dor abdominal

Mas existe algum risco para o feto?

Existe sim! E são riscos graves, como parto prematuro, sofrimento fetal e até morte intra-uterina! Estudos mostram que uma e cada 10 gestantes com colestase gravídica dão a luz antes de 37 semanas.

Ocorre pois o aumento dos ácidos biliares na circulação materna acaba sendo passado para o organismo do feto, e isso gera constrição de veias da placenta, reduzindo o fluxo sanguíneo que “alimenta” o bebê, gerando uma asfixia fetal.

E por que isso ocorre?

A etiologia é desconhecida, sabe-se hoje em dia que existe um importante fator genético como causa. Existem alguns genes que já foram comprovados sua relação com a colestase gravídica. Ocorre basicamente pelo aumento dos hormônios, estrógeno e progesterona que reduzem a eliminação da bile, levando ao seu acumulo e aumento dos níveis.

Como é feito o diagnóstico?

Além do sintoma clássico de coceira e fezes claras, o médico na suspeita, pode pedir exames de sangue para avaliar função hepática que podem estar alterados, além de ultrassonografia de vias biliares. O diagnóstico é simples.

E o que fazer se fui diagnosticada?

Primeiramente o médico do seu pré-natal deve ter cuidado especial voltado ao feto, como controle com cardiotocografia, ultrassonografia para avaliar o volume do líquido, doppler e acompanhar o crescimento fetal.

O controle da função hepática também deve ser acompanhado. Os sintomas são tratado individualmente, algumas dicas podem ajudar a reduzir o prurido, como:

  1. Usar loções com calamina
  2. Usar cremes à base de camomila ou calêndula
  3. Usar roupas leves e de algodão
  4. Evitar lugares quentes e úmidos

Na dúvida sempre procure o seu médico!

Por Dr. Bruno Jacob


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Author: Dr. Bruno Jacob

Dr. Bruno Jacob (CRM 167047) formado em medicina na Universidade São Camilo, foi presidente da Liga da Saúde da Mulher. Residência em Ginecologia e Obstetrícia, trabalha em grandes maternidades na cidade de São Paulo. Siga Dr. Bruno Jacob nas redes sociais. www.facebook.com/drbrunojacob www.instagram.com/drbrunojacob

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2 Comments

  1. Essa doença é gravíssima, só quem vive é que sabe. O maior medo é que o bebê não aguarde até a hora do parto.😟

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  2. Só não perdi minha bebê que por deus ela estava sentada ; ; porque tive a colestase e todos os médicos que consultei uns7 mais ou menos todos diziam que era normal com 38 semanas ela começou a se mexer bem pouco fui na maternidade e disse pro médico que não iria embora depois de muito insistir ele fez minha cesaria. mas acho que ele agradeçe até hoje pela minha insistência porque minha filha já estava em sofrimento o líquido amniótico já estava muito sujo e ela não passaria daquela noite.cocei 10 semanas dia e noite mas graças a Deus correu tudo bem. ..ps. a coceira acabou milagrosamente 1 dia após o parto.

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