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UM TAPINHA DÓI SIM! Como lidar com a agressividade infantil

AGRESSIVIDADE INFANTIL - CRIANÇAS AGRESSIVAS - AGRESSIVIDADE

Chutes, birras, mordidas e jogar qualquer objeto longe começaram a fazer parte do dia-a-dia do seu filho? Então veja como lidar com a agressividade infantil no post de hoje das psicólogas Natana e Paola.

Antes ele lhe trazia flores, falava “eu te amo mamãe”, carinhos intermináveis e de uma hora para outra, sem aviso prévio, começa a bater, chutar, morder você e quem estiver por perto?

Na escola as reclamações não param e ele já virou o “malvadinho” da turma? Então chega mais que nosso post de hoje é justamente sobre isso: AGRESSIVIDADE INFANTIL.

O primeiro passo para compreender o comportamento da criança, é entender o que ela está tentando nos comunicar com aquele chute, mordida, tapa e etc. Sim, eles não fazem por mal, e na maioria das vezes estão tentando nos mostrar um pedido de ajuda. Seja por um sentimento que não estão sabendo expressar ou uma situação na qual estejam passando e que não foi comunicada a eles: separação dos pais, luto na família, entrada ou mudança de escola, chegada de um irmãozinho ou problemas financeiros.

Inúmeras são as mudanças as quais uma família pode passar e não se dar conta que tem alguém no meio deste turbilhão de acontecimentos e que não está sendo percebido.

O que estamos querendo dizer com isso? Apesar de não ser adequada ou a maneira mais correta, a agressividade também é uma forma de linguagem! Já parou para pensar que talvez esta seja a única forma que ele aprendeu a lidar com a frustração, ansiedade, medos e desejos? E sabia que na maioria das vezes essa aprendizagem é construída a partir do exemplo dos pais?

O seu time de futebol está na final, e aos 44 minutos do segundo tempo o adversário faz o gol da vitória… qual seria a reação? Gritar, esbravejar, virar a mesa e xingar do juiz ao técnico? Ou você diz: “Nossa, fiquei muito triste que meu time perdeu o campeonato filho! ” Viu só? Essa é apenas uma situação a qual expressamos nossas emoções com comportamentos mais agressivos (e aqui estamos falando dos verbais e físicos). Seja no engarrafamento na volta da escola, na derrota no final do campeonato ou quando o pequeno quebra algo nosso por engano…estamos o tempo todo expressando reações e eles a maioria das vezes estão por perto, e SIM! Eles prestam atenção mesmo que não digam nada.

Quando a criança apresenta comportamento agressivo é importante que os pais não atendam aos desejos dos filhos para parar imediatamente o comportamento. Nada de deixar ele continuar brincando só porque começou a jogar tudo longe na hora do almoço. Enfrentar momentos de frustração faz parte de um desenvolvimento sadio. Caso contrário, você estará ensinando ao seu filho que com gritos e agressões conseguimos o que queremos, e essa não é a ideia.

E quando as agressões são entre os pequenos? O melhor caminho a seguir é imediatamente separar os envolvidos, primeiramente acolher aquele que sofreu a agressão, e depois disso se dirigir ao “agressor” para entender o que aconteceu, explicar que tal reação não foi correta, e que machucou o colega. Com crianças menores (por volta dos dois anos) as orientações devem ser mais diretas “Não bata, quando bate machuca e dói! ” E conforme a criança for crescendo explicações mais completas podem ser dadas.

Por essas e outras razões, muito cuidado ao aplicar a “palmadinha” como correção dos comportamentos. Seu filho pode estar aprendendo que quando não gostamos de algo, podemos bater em quem não fez o que queríamos. Nesse caso nem a melhor das explicações na hora que a criança for agressiva irá mudar seu comportamento.

Assim como em diversas outras situações, o exemplo sempre será o melhor caminho!

Encerramos nosso post de hoje, convidando vocês a assistirem ao vídeo “Children see, Children do

Nos contem aqui nos comentários: Quais exemplos e características suas os pequenos estão copiando? Vamos adorar saber!

Beijos


Veja outros posts já publicados aqui das psicólogas Natana e Paola:
Como lidar com o uso das tecnologias na infância – Permitir ou Proibir?
Menos Play e mais Era uma vez… – A importância da leitura na infância
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BULLYNG infantil: Quando a brincadeira NÃO tem graça!
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Autor (a): Débora Nunes

idealizadora do amaecoruja.com, 30 anos, mãe da Clara, do Caio e agora grávida da Olívia! Entusiasta da maternidade real acredita que toda mãe deve se dedicar aos seus filhos sem deixar seus demais papéis (mulher, profissional, esposa, amiga, filha...) de lado.

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