BULLYNG infantil: Quando a brincadeira NÃO tem graça!

bullyng infantil - BULLYNG - CRIANÇA TRISTENo post de hoje, trazemos um assunto muito popular hoje em dia nas escolas: o bullyng infantil. A prática do bullyng  é um dos tipos de violência que mais tem aumentado nos últimos anos, mas se o assunto está cada vez mais em pauta e ainda assim a prática vem aumentando… algo está errado!

O bullying, para aqueles que ainda afirmam ser “brincadeira de criança” ou “na minha época isso era normal”: NÃO! NÃO MESMO! Provavelmente vocês nunca passaram por isso! O bullyng é algo muito mais sério e pode ter consequências que serão levadas para a vida adulta de quem pratica e de quem é alvo.

Por definição, diz respeito a uma sequência de repetidas agressões intencionais, sejam elas físicas ou psicológicas, por um ou mais colegas. Essas agressões são feitas por indivíduos de idades semelhantes, e aqueles que “apenas assistem” também são considerados envolvidos, pois ao rir e dar atenção ao ato e não reagir, este incentiva ainda mais que a agressão continue.

Para identificar se seu filho está envolvido com tal prática, os pais precisam estar muito atentos aos comportamentos apresentados pela criança, pois em alguns casos, as vítimas sofrem caladas por meses, sendo difícil identificar o problema.

Por isso, aí vão alguns sinais de que seu filho pode estar sofrendo Bullying que podem ser identificados:

  • Uma das formas mais evidentes de alerta para o Bullying é a criança de uma hora para outra, não querer mais ir à escola. Muitas podem inventar que estão doentes ou que a professora não gosta dela, a criatividade não tem fim na tentativa de se manter afastado daquele local que lhe causa tristeza. Em consequência a isso, a criança também pode apresentar baixa do rendimento escolar. Investigue cada uma das desculpas dada pela criança e se mostre pronta para ajudá-la.
  • As consequências podem ultrapassar os muros da escola, e a criança pode ficar em casa indisposta, cabisbaixa e muitas vezes arredia aos demais. Deixar de lado atividades que antes eram vistas como muito prazerosas, de repente não gostar mais de brincar ou assistir ao seu programa favorito, são maneiras de sinalizar que algo não vai bem. Questione! Por qual motivo? Você está se sentindo bem? Como posso lhe ajudar?
  • A maneira mais eficiente para identificar se algo está errado, é a velha e boa CONVERSA. Não só nos casos infantis, mas também em adolescentes, seu filho precisa se sentir confortável e seguro para conversar com os pais sobre qualquer assunto. É preciso que criem confiança para que consigam expor seus problemas e obter ajuda de como resolvê-los. Frente a frente, olhos nos olhos, paciência, uma voz tranquila e firme, seja franco e esteja aberto. Frases como ”POR QUE VOCÊ NÃO ME FALOU ANTES?”, NÃO irão ajudar. Cuidado para não culpar a criança por não ter dito ou por não ter feito nada a respeito. Cada um tem seu tempo para estar pronto a sair do papel de vítima.

Ok, mas e se meu filho está cometendo as agressões? Se é difícil para os pais identificar quando os filhos são vítimas de bullying, muitas vezes é ainda mais difícil identificar quando a criança é quem o pratica. Nem sempre o comportamento em casa terá mudanças e muitas vezes seu filho pode nem saber que não é “apenas brincadeira”.

Caso a criança venha a demonstrar comportamento agressivo, nomear pessoas por suas características (gordo, magrela, baixinho, gay, nerd, quatro olhos) é imprescindível que os pais observem em que situações isso está acontecendo. Repreenda, não admita tal comportamento e explique o quanto aquilo não está correto e que pode estar magoando as pessoas ao seu redor. Pergunte se alguém já o chamou de alguma coisa na escola, ou se tem amigos que costumam fazer isso, pois ele pode sim, estar sendo influenciado pelo grupo de amigos e acabar praticando abusos contra os colegas. Nessa fase, assim como na adolescência, estes buscam pela aceitação dos colegas e, por vezes, farão o que for necessário para isso.

Nossa principal ferramenta para tentar solucionar este problema é o diálogo, seja ele em casa ou na escola. As crianças com ajuda dos pais e professores, vão conseguir entender sobre as consequências de seus atos para si e para o próximo e que a vida em sociedade precisa antes de tudo de respeito! Se conseguirmos atentar para essa lição desde cedo, não teremos de puni-los quando adultos.

Bullyng não é brincadeira! Proteja quem você ama!

NatEaiPsiana Consoli é psicóloga e psicoterapeuta de adultos, casais e família ePaola Richter é psicóloga e psicoterapeuta de crianças e adolescentes. Ambas trabalham fazendo avaliação psicológica e prestando avaliação em instituições de educação infantil. Siga  as duas através de sua fanpage no Facebook e no Instagram, acompanhe diversas dicas e tire suas dúvidas.

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Author: Paola Richter e Natana Console

Natana Consoli é psicóloga e psicoterapeuta de adultos, casais e família e Paola Richter é psicóloga e psicoterapeuta de crianças e adolescentes. Ambas trabalham fazendo avaliação psicológica e prestando avaliação em instituições de educação infantil.

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