Separação e filhos, como lidar?

SEPARAÇÃO - SEPARAÇÃO INFANTIL - PAIS SEPARADOS - DIVÓRCIO E CRIANÇAS

Quando chega a hora de se separar, é triste, doloroso não só para os adultos envolvidos, mas para os filhos também. Como lidar com tudo isso?

Brigas constantes, ausência de momentos de trocas de carinho e sorrisos, desgaste do dia, objetivos que mudaram, surgimento de uma nova pessoa…

Diversos são os motivos para que um casal se separe, mas e os filhos? Com quem irá ficar? Como ele vai entender? Vai achar que eu o abandonei?

Diversas são as dúvidas que podem surgir durante o processo de separação, por isso confira no nosso post de hoje, algumas dicas e informações para que vocês e seus filhos possam vivenciar este momento da melhor maneira possível para todos.

O divórcio do casal e a consequente separação dos pais é um processo doloroso tanto para o casal quanto para os filhos. Cabe aos adultos envolvidos, auxiliarem para que este momento seja vivenciado da melhor maneira possível.

Um dos pontos mais importantes a ser ressaltado é de que o casal procure, mesmo que pareça difícil em primeiro momento, separar a conjugalidade da parentalidade. A confusão entre os sentimentos advindos destes dois papeis são os grandes vilões para os pequenos. É importante que o casal compreenda que apesar de não estarem mais juntos, como cônjuges, estarão para sempre ligados como pais e responsáveis pela criança. Quando alcançamos isso, a criança tende a ter mais facilidade de elaborar a separação.

Cada criança irá reagir de uma forma, que depende de uma série de fatores, como idade, maturidade psicológica, relação com os pais, apoio e espaço para falar sobre suas dúvidas e sentimentos a respeito do que está acontecendo, entre outros.

Mas a fim de tentar auxiliar, as mamães e papais que estão vivendo este processo, listamos abaixo as reações mais comuns dentro de cada faixa etária:

Entre os 2 e 6 anos – É possível que a criança ainda não compreenda o que é de fato um divórcio. Nessa idade é comum que os pequenos neguem a separação, podendo regredir em seu desenvolvimento, temporariamente, como voltar a fazer xixi na cama ou chupar bico, ter dificuldade do sono, demonstrar vários medos, tornando-se assim mais depende dos pais.

Entre os 6 e 10 anos – Começam a surgir o anseio de sentirem-se rejeitados, fantasiar sobre a reconciliação dos pais. Em casos onde a criança vivencia/vivenciou os conflitos entre os pais, esta pode enfrentar uma constante luta entre seus sentimentos pelo pai e pela mãe, parecendo ficar confusa se pode ou não expressar ao pai seu amor pela mãe e vice e versa.

A partir dos 10 anos – As crianças já tem uma melhor compreensão dos conflitos vivenciados pelos pais e dos possíveis motivos para a separação. Mesmo com este entendimento, nesta fase em muitos casos o rendimento escolar pode ser prejudicado, além do surgimento de problemas de comportamento em casa e na escola. Nesta idade estes podem se tornar mais ansiosos e impulsivos, questionando e desrespeitando as regras estabelecidas pelos mais velhos, porém, ao mesmo tempo, demonstram maior dependência e necessidade de atenção.

Estas são algumas das reações que podem surgir, lembrando que o essencial é que a família mantenha uma postura equilibrada e dê a criança uma explicação simples e condizente com sua idade sobre o fato, para que estes possam compreender e aceitar a situação com naturalidade.

Algumas orientações para os papais e mamães:

Respeitem o tempo de cada criança e a necessidade de falar sobre a separação, pois este é meio para que eles consigam compreender a nova realidade.

Entrem em acordo sobre regras e limites que serão apresentados à criança nas duas casas, para que estas sejam semelhantes e a criança consiga melhor se organizar.

Incentivem o convívio com ambos os genitores, pois este será o maior e melhor caminho para vivencia de forma saudável da separação.

Questionem e mostrem-se disponível para que a criança expresse seus sentimentos e dúvidas sobre a nova realidade.

-Ressaltem que ninguém é culpado pelo ocorrido.

E por fim, deixamos o recado mais importante e valioso de ser lembrado: Independente do motivo que os levou a separação, não use seu filho como escudo ou arma contra seu ex-companheiro (a)! Lembre-se que as crianças aprendem com os exemplos e reproduzem aquilo que vivem.

Beijos

EaiPsi

Natana Consoli é psicóloga e psicoterapeuta de adultos, casais e família e Paola Richter é psicóloga e psicoterapeuta de crianças e adolescentes. Ambas trabalham fazendo avaliação psicológica e prestando avaliação em instituições de educação infantil. Siga  as duas através de sua fanpage no Facebook e no Instagram, acompanhe diversas dicas e tire suas dúvidas.

 

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Author: Paola Richter e Natana Console

Natana Consoli é psicóloga e psicoterapeuta de adultos, casais e família e Paola Richter é psicóloga e psicoterapeuta de crianças e adolescentes. Ambas trabalham fazendo avaliação psicológica e prestando avaliação em instituições de educação infantil.

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