Qual a idade certa para meu bebê andar?

Aprendendo-a-andar-1

Hoje vamos falar sobre algo que atormenta tanto às mamães: o momento certo para o bebê começar a andar. E isso acontece porque normalmente uma mãe compara seu filho ao bebê de outra mãe, e aí está feita a confusão na cabeça de vocês. Cada bebê tem seu desenvolvimento e seu tempo.

Alguns estudos atuais têm demonstrado que os cuidados que a mãe tem após a chegada em casa com o recém-nascido influenciam o crescimento e desenvolvimento desse bebê, isso porque nessa nova fase (e diga-se, que fase difícil o primeiro ano de vida do bebê) a mãe que é cercada de cuidados, carinho e respeito da família e amigos será uma mãe plena a ponto de querer estimular seu bebê e ensinar a ele o mundo de aptidões e conquistas que o espera. Sendo assim, mães felizes são mães que estimulam seus bebês!

O desenvolvimento neuropsicomotor do bebê dependerá da qualidade de vida que ele tem, falamos ao início da importância do bem-estar materno para esse desenvolvimento, mas vale lembrar que algumas condições determinam o desenvolvimento do bebê, podemos citar aqui fatores que fazem com que o lactente tenda a ter um desenvolvimento um pouco mais lentificado:  recém-nascidos  prematuros; bebês que não mamaram no seio materno ou que mamaram por um período pequeno;  bebês que têm algum problema de saúde crônico e que façam uso de medicação contínua; bebês que sejam submetidos à internações recorrentes; bebês que ficam muito tempo no colo de seus pais e que pouco exploram seu berço ou os demais ambientes da casa; bebês que demorem um pouco mais para rolar e engatinhar.  Então mamães, vamos ficar atentas a essas condições antes de achar que seu filhote está atrasado na marcha.

E quando normalmente os bebês andam? Não há uma idade certa para a criança começar a andar, na verdade falamos de um período que compreende entre 10 e 18 meses, mas lembrando de que isso é uma média e que não há certo ou errado, cada criança tem seu tempo.

Por volta dos oito meses o lactente começa a ficar em pé, ele começa a tentar se levantar segurando em alguma coisa (por isso a importância de deixar o bebê explorar seu berço, ali ele terá segurança para tentar levantar segurando nas grades e se cair, estará seguro no colchão) e então após algum tempo, quando estiver mais confiante irá tentar andar segurando em móveis, pernas de quem possa estar por perto. Neste momento ele se arrisca ainda a soltar as mãos e se equilibrar sozinho, no início cairá já que está adquirindo a posição antigravitacional sozinho e precisa entender como se equilibrar, precisa entender que abrindo as perninhas irá aumentar a base de apoio e assim manter o equilíbrio facilitando a marcha sem apoio. Entre nove e dez meses ele aprende a agachar. Mais ou menos aos dez ou onze meses o lactente já melhorou o equilíbrio e consegue ficar parado sozinho por alguns instantes, nessa fase ele já consegue andar de mãos dadas com os pais, sendo que esses primeiros passos normalmente são na ponta dos pés. E então com cerca de um ano e um mês, a criança começa a andar sozinha, sem muita firmeza ou destreza, mas já dá seus passinhos.  E a partir daí a cada dia será uma nova conquista: andar para trás, subir e descer escadas, escalar móveis, chutar bola, começa a pular. Aos dois anos terá uma marcha mais uniforme e tranquila.

O que podemos fazer para estimular nossos bebês? Deixar o bebê no chão, ele precisa explorar, procurar caminhos, conhecer e reconhecer texturas com os pés e mãos; incentivá-lo, colocando brinquedos ou objetos um pouco afastados para que ele se esforce em chegar lá e pegar; segurar suas mãos e caminhar junto com ele, depois segurar apenas uma mão e logo ele chegará à fase de se soltar e arriscar sem você; seja paciente, o bebê irá derrubar coisas, vai tropeçar, certifique-se de que nenhum acidente ocorrerá e observe com paciência suas novas descobertas; não tenha medo, sabemos que ver um bebê tentando andar é arrepiante, eles passam raspando nas quinas, chegam à ponta da escada etc, devemos estar por perto, retirando qualquer elemento que possa feri-lo, mas deixar que faça suas aquisições motoras, e quando cair ou errar não se assustar e sim abraçá-lo para que tenha segurança em repetir quantas vezes forem necessárias; deixo-o descalço para que sinta o chão, ou use meia antiderrapante, os demais calçados tiram a possibilidade de reconhecer o solo e são duros para o início da marcha e por fim,  leve-o à ambientes diferentes para ter a curiosidade de explorar novos lugares (uma praça, um parque) .

Você pode dizer que seu filho é prematuro, não mamou leite materno, que tem doença crônica, que fica no colo e com tudo isso andou aos dez meses, sim, isso pode ocorrer, sempre falamos sobre o que normalmente acontece, mas há crianças que têm o desenvolvimento diferente daquilo que estudamos e vemos, e então voltamos a falar, cada bebê tem seu tempo e seu desenvolvimento.

Caso tenham dúvidas quanto ao desenvolvimento de seu filho, leve-o a um fisioterapeuta pediátrico para que possa ser avaliado.

Até a próxima quinzena mamães.

Tenham um ótimo Natal, cheio das bênçãos de Deus e que no próximo ano tenham muita saúde para cuidar de seus filhotes.

Um abraço.

Camila

Camila Mansur Luz

Crefito 3/ 79016 F

Fisioterapeuta Pediátrica e Neonatal

Contato: fisiomila@hotmail.com

(11) 995704428

Author: Texto Colaborativo

Textos colaborativos escritos por colunistas e leitoras. Participe também enviando seu texto para debora@amaecoruja.com .

Share This Post On

1 Comment

  1. Parabéns! O texto é claro e objetivo! No caso estou atuando como tia-avó! !! Concordo com tudo!!!!

    Post a Reply

Deixe uma resposta